Dica Literária
"Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar como havia chegado até ali. E a insistente pergunta, martelando, martelando... De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusatório. Então, eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?" Trecho do conto Olhos d'água, da obra que leva o mesmo nome, escrita por Conceição Evaristo.
Informações sobre a obra extraídas de: : https://www.letras.ufmg.br/literafro/teatro/24-textos-das-autoras/929-conceicao-evaristo-olhos-d-agua
Essa é a #dicaliterária da Biblioteca Ignácio de Loyola Brandão do IFSP - Campus Araraquara
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O crime do Cais do Valongo, romance de Eliana Alves Cruz, é um clássico das tramas policiais. Nos tempos de Dom João VI, o corpo de um próspero negociante da região do Valongo é achado em uma ruela carioca. A partir daí a história se desenvolve, pistas vão sendo deixadas e a narrativa, habilmente construída, circula naquela encruzilhada entre a História e a ficção que pode nos fazer cair na tentação de enquadrar o livro como um romance histórico-policial. Acontece que O crime do Cais do Valongo é muito mais do que isso.
Narrado a partir das vozes de dois personagens, o livreiro mestiço Nuno Alcântara Moutinho e a moçambicana escravizada Muana Lomué, o romance apresenta um relato poderoso, cheio de sutilezas.
Informações sobre a obra extraídas de: : https://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1189-o-crime-do-cais-do-valongo-e-literatura-da-melhor-qualidade
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Quantas perdas cabem na vida de uma mulher?”. Essas são as primeiras linhas do texto que vai na orelha do livro “O peso do pássaro morto”. Publicado pela editora Nós, obra marcou a estreia da autora paulista Aline Bei. Apesar de se tratar de uma obra voltada ao público adulto, diz respeito diretamente à criança (a que fomos e as que fazem parte da nossa vida). Pode ser uma leitura fundamental para quem lida com crianças e adolescentes. Principalmente pelo grau de importância que a história dá a tudo aquilo que acontece nos primeiros anos de vida. Na narrativa, essa é a base de uma série de acontecimentos que – é essa a impressão que fica – poderiam ter sido evitados.
Informações extraídas de: https://lunetas.com.br/o-peso-do-passaro-morto/
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Filha de uma família rica e importante da Nigéria, Olanna rejeita participar do jogo do poder que seu pai lhe reservara em Lagos. Parte, então, para Nsukka, a fim de lecionar na universidade local e viver perto do amante, o revolucionário nacionalista Odenigbo. Sua irmã Kainene de certo modo encampa seu destino. Com seu jeito altivo e pragmático, ela circula pela alta roda flertando com militares e fechando contratos milionários. Gêmeas não idênticas, elas representam os dois lados de uma nação dividida, mas presa a indissolúveis laços germanos - condição que explode na sangrenta guerra que se segue à tentativa de secessão e criação do estado independente de Biafra.Contado por meio de três pontos de vista - além do de Olanna, a narrativa concentra-se nas perspectivas do namorado de Kainene, o jornalista britânico Richard Churchill, e de Ugwu, um garoto que trabalha como criado de Odenigbo -, Meio sol amarelo enfeixa várias pontas do conflito que matou milhares de pessoas, em virtude da guerra, da fome e da doença. O romance é mais do que um relato de fatos impressionantes: é o retrato vivo do caos vislumbrado através do drama de pessoas forçadas a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição.
Informações extraídas de:
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